Deitada ao chão, sobre um tapete de camurça que, pela sua beleza e grandiosidade, seu preço era incontável para aquela simples empregada. Não conhecia bem os números, mas sabia que aquele tapete poderia conter vários zeros na contagem. E o ilustre acima da moça observadora era ainda mais indescritível. A madeira que foi feita devia ser a mais rara no país, as lâmpadas eram as mais novas na Vila. Não sabia se estava triste ou alegre no fim das contas, já que teve a oportunidade de conhecer essas beldades, mas em contraposto, não eram suas. E nunca seriam.
Se assustou ao ouvir o som de uma voz conhecida vindo da porta e rapidamente se levantou. Pegou o tira pó e voltou a sua função.
Ao abrir a porta, a presença de Dona Olívia preencheu o ambiente. Já que sua voz não era nem um pouco discreta. Ao ver Lúcia tirando a poeira dos móveis logo informou ao convidado da sua empregada.
- Essa é Lúcia, nossa empregada de muitos anos. - disse ela ao homem muito sério ao seu lado.
Lúcia nunca o tinha visto ali.
- Então essa é Lúcia? - perguntou ele a encarando pensativo.
- Mas como o tinha dito, sr. Henrique, ela nunca saiu daqui. Está conosco há cinco anos... Olhe sua cara de menina inocente... - ela pôs uma de suas mãos a boca com condolência para enfatizar a situação. Parecendo forçada demais até.
Lúcia estava completamente confusa com aquela conversa.
- Perdão? - Lúcia só conseguiu pronunciar essas palavras.
Os dois ficaram quietos analisando Lúcia. Como se quisessem conhecê-la pelos gestos que poderia fazer a cada segundo.
- Desculpe, senhorita. - disse o homem de forma arrogante. Lúcia era uma menina jovem. Mas de criança não tinha nada. O seu corpo, seu olhar intenso e seu rosto firme já mostravam o quanto já sofrera e aprendera com a vida. - Não queria interrompê-la nos seus serviços. - o homem se virou para Olívia. - Vamos continuar?
Ela assentiu educadamente e saíram da grande sala que se encontravam.
E sem entender nada, saiu correndo dali e foi a procura de Geolá.
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