O tempo é precioso. E só damos valor ao tempo quando as responsabilidades adultas chegam. Claro que cada fase da vida é especial. Porque as pessoas que vão chegando, seja para ficar ou não, e também os sonhos que realizamos, torna a vida tão bela. Mas não podemos deixar de lado que quanto mais o tempo passa, mais sofremos.
Quando estava no primeiro ano do ensino médio, tinha meus quinze anos, lembro de eu, minha irmã gêmea, e nossa amiga daquela época sairmos da escola e íamos direto comer um espeto de carne que vendia numa Kombi na frente da escola. A gente ficava ali conversando, e as vezes pegávamos o ônibus mais tarde só para aproveitar aquele momentos juntas. Não era todos os dias, claro. Mas naquela época a nossa preocupação era pouca. O máximo era saber qual era o nome do garoto novo na sala.
Isso é errado?
Isto é, passar a infância, a juventude acreditando que a vida é assim? A capacidade limitada de pensar que no futuro teremos planos não realizados, sonhos grandes, coração ferido, boletos para pagar, e muitos outros.
Mas se naquele época, comendo aquele espetinho de carne depois da aula, com minhas amigas e soubesse das dores futuras, será que eu aproveitaria aquele momento da mesma forma?
Creio que não.
Por isso tento exprimir isso por toda minha vida. A minha juventude me ensinou muito isso. Não só em aproveitar aos momentos, mas a viver o hoje sem pensar no amanhã. Talvez é isso que eu mais inveje em mim no passado. Esse viver leve e sem cobranças.
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