Tem dias que é difícil aguentar essa dor profunda.
Ela queima, arde e é intensa como o escuro.
Eu quero ficar bem, mas essa escuridão consome os meus desejos essenciais. Como se nada tivesse sentido e a dor comanda.
As vezes me vejo entrando num quarto iluminado pelo dia nublado, a porta da fé, da esperança, da paz, dos sorrisos vazios e do amor se fecham atrás de mim. Subo na escada da vida, coloco um arco de flores coloridas no pescoço e me jogo no vácuo da eternidade. Sinto que ali há menos dor e menos cobrança.
Aí abro os olhos e suspiro o ar da vida de novo.
E sigo em frente para a grande poesia da cura.
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